Manuela D. L. Ramos

Na ausência, em Portugal, de cursos superiores na área de Língua e Cultura Chinesa, só pontualmente [i] consegui integrar o meu interesse pela cultura oriental nos estudos académicos regulares. Foi o que se verificou de um modo mais consistente no curso de mestrado em Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa, que frequentei no biénio 1996-1998, na Universidade do Minho. Tive então oportunidade de concretizar um projecto que acalentava desde o primeiro ano da universidade: investigar os aspectos orientais das obras de Camilo Pessanha e de António Feijó, os mais geniais intérpretes, na nossa língua, da excelência da linguagem poética chinesa.

Assim, quando procurava um tema para a minha dissertação de mestrado, um tema que eu queria ligado a estes dois poetas e à língua e cultura chinesas, surgiu evidentemente o orientalismo.

António Feijó e Camilo Pessanha no Panorama do Orientalismo Português é o resultado do trabalho desenvolvido. É um estudo que não pretendo de modo algum exaustivo e com o qual espero simplesmente poder contribuir para uma melhor compreensão dos aspectos orientalistas da obra destes autores, e do orientalismo português em geral.

Agradecimentos:

Gostaria de agradecer à Fundação Oriente a confiança que em mim depositou ao conceder-me uma bolsa durante o ano lectivo de 1997-1998 [ii]. Essa bolsa e a licença sabática que então gozei, concedida pelo Ministério da Educação, foram determinantes na consecução deste trabalho.

Agradeço também a Rui Feijó a gentileza com que me facultou a consulta das cartas de António Feijó a Luís de Magalhães, espólio epistolar que laboriosamente transcreveu e anotou e que se encontra ainda inédito [iii]. Foram preciosas as informações que aí recolhi sobre a génese do Cancioneiro chinês.

Manuela D L Ramos (2001)
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[i- Num incipente  trabalho intitulado A poesia da época Tang, apresentado na cadeira de Teoria da Literatura II, no último ano do curso de Línguas e Literaturas Modernas (FLUP), em 1985.]

[ii- E a sua posterior publicação.]

[iii – Esta correspondência foi entretanto publicada em 2004, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda sob o título de Cartas a Luís de Magalhães  ver ]

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